Archive for maio \17\UTC 2017

Notas sobre a MP 759: o fim da função social da propriedade urbana e rural

maio 17, 2017

direito e urbanismo

A Medida Provisória 759encaminhada pelo executivo através de ação conjugada do Ministério das Cidades, do MPOG e pela Casa Civil, representa mais uma forma de consolidação da agenda (neo)liberal que está sendo impostapelo programa Ponte para o Futuro. Este foi apresentado pelo PMDB como forma de sintetizar a agenda política das frações hegemônicas da burguesia que exigiam uma aceleração de algumas ações de desregulamentação para diminuir os efeitos da crise que o capitalismo enfrenta desde, pelo menos, 2008.

O grande capital necessita, e percebe que tem força para isso, capturar bens públicos como forma de acumulação rápida que permita algum fôlego para garantir a sobrevivência em períodos de crise. Isso significa que determinados setores almejam atravessar esta etapa histórica com papel ativona inevitável tendência à monopolização da produção: querem engolir, e não ser engolidos. Dessa forma, a Emenda…

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Por uma arte de instaurar modos de existência que “não existem” – Peter Pál Pelbart

maio 16, 2017

North and South: Finding Your Way to Love

maio 14, 2017

laura whitfield

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Today is the Day of Love. So whether you’ve discovered your true love or you’re still searching, there’s one sure way to find love on this special day. All it requires is finding your way to a great book—Elizabeth Gaskell’s mid-Victorian novel, North and South. You may just find, as I did, the character who becomes (dare I say it?) the compass of your soul. Your True North. For me, that character is John Thornton.

But before I begin waxing romantically about Mr. Thornton, let’s retrace our steps. North and South begins in an idyllic country village and ends in Milton, an industrial town in northern England. As in many great romantic novels, its two star-crossed lovers come from completely different worlds.

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John Thornton, heir to a cotton mill, moves in a world of money and machinery: The North.

Margaret Hale, an educated and privileged parson’s daughter, hails from…

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Pintar o campesinato: Jean-François Millet.

maio 14, 2017

Tendências do imaginário

Jean-François Millet. As Respigadoras. 1857. Jean-François Millet. As Respigadoras. 1857.

Na disciplina de Sociologia da Arte, estamos a dar os impressionistas, com recurso a um docudrama da BBC (The Impressionists, 2006). Conjugar o passado no “futuro anterior” é uma tentação. Apostar no que interessa é outra. Ambas constituem uma forma de cegueira. A abertura e a dispersão são mais do que uma distracção. A focagem apaga mais do que ilumina. E, no entanto, cada momento histórico encerra uma riqueza inesgotável.

Jean-François Millet. Hunting Birds at Night.  1874. Jean-François Millet. Hunting Birds at Night. 1874.

Para Ernst Bloch, a investigação não se pode cingir ao que existiu, importa convocar também o que poderia ter acontecido, embora não se tivesse concretizado. Se a história está repleta de impossíveis realizados, ainda mais apinhada está de possíveis por realizar. A floresta não tem só caminhos e clareiras. Mas a bússola tende a reter do passado apenas aquilo que desagua no presente, resumindo-o, de preferência, em poucas…

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