Archive for fevereiro \23\UTC 2017

Pixo, arte e resistência política

fevereiro 23, 2017

Diego A. Fonseca- MonoArt

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Psicóloga, mestra e doutora em letras, Ludmilla Zago é das mais importantes vozes do debate sobre pichação e cultura de rua na atualidade. Coordena pesquisa sobre justiça urbana e convivência na Faculdade de Direito da UFMG e dirige a ONG Borda Convivência, Cidade e Pesquisa, que desenvolve projetos como o Real da Rua. O Magazine conversou com Zago sobre pichação, arte urbana e justiça seletiva.

Como começou seu envolvimento com a questão da pichação?

Eu já tinha um percurso longo com o grafite na cidade. Um dia fui acompanhar uma pessoa que ia fotografar grafites, e ela me contou que o prefeito queria fazer uma delegacia só para pichação, o que aconteceu na época da prisão dos “Piores de Belô”. Eu nem gostava de pichação. Mas cheguei no viaduto Santa Tereza e vi que muitos grafites estavam “atropelados” por pichações. Me coloquei a pensar: Será que esses meninos…

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BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

fevereiro 15, 2017

Cinema & Debate

(Blade Runner)

 

Videoteca do Beto #25

Dirigido por Ridley Scott.

Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah, William Sanderson, Brion James, Joe Turkell, Joanna Cassidy, James Hong e Morgan Paull.

Roteiro: Hampton Francher e David Webb Peoples, baseado em livro de Philip K. Dirk.

Produção: Michael Deeley.

[Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir que só leia esta crítica se já tiver assistido o filme. Para fazer uma análise mais detalhada é necessário citar cenas importantes da trama].

De acordo com “Blade Runner – O Caçador de Andróides”, belíssima ficção-científica dirigida por Ridley Scott, o futuro do planeta é sombrio e assustador. O crescimento descontrolado das grandes metrópoles, aliado à globalização e a destruição do meio ambiente, provocou profundas alterações climáticas e sociais, transformando o planeta em um local frio, deteriorado e muito complicado de se viver. Este…

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Sopa Indiana de Lentilha com Gengibre e Leite de Coco

fevereiro 5, 2017

À brasileira

dal angles closeup

A base dessa receita é uma sopa indiana de lentilha vermelha chamada Masoor Dal. Essa versão aqui foi simplificada e adaptada para ser feita com ingredientes que você encontra em qualquer lugar do Brasil, até numa cidadezinha de interior, que é onde fiz essa receita.

Essa aqui leva lentilhas verdes/marrons porque são mais acessíveis. Também, prefiro usar caldo de carne de boi, que, claro, não faz parte da receita original indiana. O toque a mais é o leite de coco, que dá um sabor tropical incrível e casa muito bem com os temperos e a pimenta. E não há dúvida: essa sopa é uma explosão de aromas e sabores que você nunca provou igual. Faça e verá!

MASOOR DAL À BRASILEIRA

Rende 2-2,5 litros de sopa, dependendo de quão líquida você prefere a sopa.

INGREDIENTES

– 1 pacote de 500g de lentilhas verdes/marrons

– 2 cenouras grandes

– 400g de abóbora…

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Só Antígona porque Ismênia

fevereiro 5, 2017

doce ismênia

por Bernardo GB Nogueira e Ramon Mapa da Silva

Desistiu de ser Ismênia!

Essa é a ode para onde somos conduzidos pelo espetáculo Doce Ismênia. O olhar do humano é fantástico, pois ele, ao se exercer, na realidade, cria!

Esse assombro a partir da interpretação realizada acerca da tragédia toma de assalto. Parece-me que seu olhar e sensibilidade captaram essencialmente o que traduz a existência trágica, ou seja, ao buscar algo que torne a existência humana explicável, e assim, passiva de ser guiada racionalmente, aí é que a fortuna nos toma pelas mãos e daí em diante é só tragédia… pois, quando quis construir sua tragédia, Ismênia se tornou comédia.

Ismênia foi erguida de forma a torná-la realmente uma partícipe terrivelmente audível ante o coro trágico que conduziu sua família, isso com a perspicácia de reconciliar o clássico com o contemporâneo.

Só existe Antígona porque sua irmã permitia a ela lutar pela vida do irmão. Ismênia tornou-se intensamente…

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O conhecimento, segundo Nietzsche

fevereiro 1, 2017

Vinicius Figueira

Abandonei a leitura de Nietzsche há algum tempo, para descansar. No Brasil, recomendo as traduções de Paulo César de Souza (Companhia das Letras). Abaixo, um trecho que escrevi sobre o autor alemão, para uma certa tese. Talvez sirva a alguém como uma “Introdução a Nietzsche”. Vejam só a importância de nosso planeta e de nós mesmos, na perspectiva do filósofo, já na primeira citação que selecionei, retirada de uma de suas primeiras obras, “Sobre verdade e mentira em um sentido extramoral”, que, hoje, é obra pop, conhecida de todo jovem de 17 anos… Obs.: as citações estão todas em azul.

Anunciar ao homem que o conhecimento integral do mundo lhe está vedado: esta a base sobre a qual se ergue a filosofia de Friedrich Nietzsche. Seu pensamento é uma forma de conviver com tal condição de encobrimento e de vedação ao ser e aos reais fundamentos e causas da vida humana –…

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