HAUSSMANN

agosto 31, 2018

teoriadourbanismo

Postado por: Márcia Silva

O barão Georges-Eugène Haussmann (1809-1891) foi nomeado administrador do Sena em 29 de junho de 1853. Na metade do século XIX, Paris ainda é uma cidade enferma. As descrições de Eugène Sue são precisas e preciosas: ruas estreitas, pardieiros de vários andares e uma grande densidade demográfica nos bairros mais pobres do centro da cidade (muitos milhares de habitantes por quilômetro quadrado).

Em 13 de dezembro de 1838, em uma noite chuvosa e fria, um homem de aspecto atlético, vestido com uma blusa de má qualidade, atravessou a Pont-au-Change e se embrenhou na Cité, um dédalo de ruas escuras estreitas e tortuosas, que se estendia do Palácio da Justiça até a Notre-Dame. […] Naquela noite, entretanto, o vento se engolfava violentamente nas ruelas esquálidas daquele bairro lúgubre. O luar descorado e vacilante, cujas reverberações eram agitadas pelo vento norte, seco e frio, se refletia no ribeiro…

Ver o post original 1.133 mais palavras

Anúncios

VI. Haussmann ou as barricadas (parte I)

agosto 31, 2018

Teoria do Espaço Urbano

O principal fator responsável pelo processo de urbanização das cidades no século XIX é o rápido e gigantesco crescimento populacional.

“Acompanhada de uma súbita queda da mortalidade, essa evolução geral devida a melhores padrões nutritivos e a técnicas médicas aperfeiçoadas, deu origem a uma concentração urbana sem precedentes, primeiro na Inglaterra, depois, com diferentes taxas de crescimento, em todo o mundo em desenvolvimento.”. (Frampton, História crítica da arquitetura moderna, p.14)

Crescimento populacional de 1801 a 1901:
Londres: de 1 milhão para 6,5 milhões.
Manchester: de 75 mil para 600 mil.
Paris: de 500 mil para 3 milhões.
Na América, o crescimento foi ainda mais vertiginoso:
Nova York: de 33 mil para 500 mil em 1850, e 3,5 milhões em 1901.
Chicago: de 3 mil em 1833 para 30 mil em 1850, e 2 milhões em 1901.

Mas este crescimento desproporcional à estrutura da velha cidade leva a novos problemas…

Ver o post original 507 mais palavras

Immaginare forme nuove: Dionisio Gonzàlez

julho 31, 2018

Art in Slums

“Jornalista Roberto Marinho III,” 2004, c-print, diasec, edition 1/3

Il fotografo spagnolo Dionisio González fa il suo debutto alla Galerie Richard di New York con “Favelas”, una collezione di fotografie architettonicamente ripensate ispirate ai colori pastello delle bidonville del Brasile. In una serie di fotografie modificate digitalmente, riorganizza e trasforma le baraccopoli in un mondo spazialmente e socialmente complesso una facciata in acciaio lucido, che ricorda vagamente Frank Gehry nella Walt Disney Music Hall di Los Angeles o di Morphosis della Cooper Union, si contrappone con un muro fatto di patchwork di cartone e linoleum colorato.

“Marginal II, 2006,” c-print, diasec, edition 1/7

Egli è particolarmente ispirato dalla natura ribelle e casuale dell’ architettura delle favelas. Dice: “Questi quartieri vengono rimossi da un co-attivo sistema di vigilanza  o di polizia a causa del loro sovraffollamento. Si potrebbe dire che le baraccopoli agiscano contro lo Stato”.

“Nova Ipiranga III,” 2004 (detail), c-print, diasec, edition 4/7

Ver o post original

TAZ – Por que Temporária?

julho 18, 2018

Refletir na conjuntura de crises

abril 27, 2018

Brasil em 5

Helder Gomes*

Processos educativos de ampla repercussão social estiveram em curso no Brasil a partir da luta contra a ditadura militar e pela redemocratização do país. A partir de várias iniciativas populares e sindicais, não apenas a escola pública se tornou mais ativa, na busca por uma formação mais integral, como também ocorreram vários caminhos formativos, inclusive, nas lutas por terra e moradia, nas atividades comunitárias nos bairros e, também, nos ensaios de maior participação e controle social sobre as decisões e atos governamentais. Todo esse enriquecimento social foi se perdendo, na mesma medida em que a resistência popular foi sendo invisibilizada, não apenas pela mídia proprietária, mas, também, pela profunda alteração na agenda de luta de suas mais expressivas representações.

O fato de não serem mais tão visíveis como antes não significa que essas formas de resistência não existam mais. Muito ao contrário, é exatamente contra elas que se…

Ver o post original 749 mais palavras

Visiting Sudan – Pictures and Scenes of Khartoum

março 27, 2018

The Velvet Rocket

Before even trying to get into Sudan, make sure you have your visas in order and give yourself plenty of time to get them. The Sudanese visas proved to be the most difficult and time-consuming visas that my Italian interpreter and I have yet obtained – and we have been to a lot of weird places. However, it is doable.  Unless you know someone though, you will find the task made significantly easier by recruiting the assistance of an outfit such as Raidan Travel (more on them below).

Entering Khartoum:

*

After getting out of the airport, one of the first buildings you will see upon entering Khartoum is this brand new luxury hotel (pictured below), the Burj al-Fateh, financed by Lafico, the Libyan Foreign Investment Company, and designed by Italian architects.

Local Sudanese refer to the hotel as “Qadaffi’s ball” which, yes, has the same double meaning as in…

Ver o post original 1.692 mais palavras

O que levou a revisão da Lei de Zoneamento ao judiciário paulista?

março 27, 2018

zoneamento_Por Mariana Chiesa* e Débora Ungaretti**

Anunciada no início da gestão do prefeito João Dória, em 2017, a revisão do Plano Diretor e da Lei de Zoneamento foi marcada, de um lado, pela intensa interlocução com o setor imobiliário, e, de outro, pela ausência de diálogo com diversos atores, dentre os quais órgãos internos da própria Prefeitura, órgãos de controle, entidades, movimentos e associações ligados às questões urbana e ambiental.

Neste contexto, o Ministério Público, ao mover uma Ação Civil Pública (a ACP no 1012986-77.2018.8.26.0053, ajuizada no dia 15 de março de 2018) que pede a interrupção do processo de discussão do projeto de lei de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (Lei municipal no 16.402/2016), conhecida também como Lei de Zoneamento, mostrou-se convicto de que tanto o processo participativo de alteração desta lei, quanto o conteúdo dos supostos ajustes nela propostos estão repletos…

Ver o post original 1.732 mais palavras

março 27, 2018

Debate anarquismo FARJ

Blast from past: Review of Millais’s “Exploding …”

março 24, 2018

Architecture Here and There

"Modern Movement reality" by Louis Hellman: The legacy of founding modernist Le Corbusier [From Exploding the Myths of Modern Architecture (2009, Frances Lincoln Ltd., London)] “Modern Movement reality” by Louis Hellman: The legacy of founding modernist Le Corbusier [From Exploding the Myths of Modern Architecture (2009, Frances Lincoln Ltd., London)] I’ve mentioned Malcolm Millais’s Exploding the Myths of Modern Architecture several times in recent posts. Malcolm, a Brit who lives in Portugal, has sent innumerable nuggets that have helped me push this blog over the edge for years. He is a specialist on modernism’s totalitarian bent. Now I have been warned that the book, published in 2009, may be about to go out of print. This would be a disappointment, and a setback to any hope for the future of mankind. Andres Duany, the New Urbanism guru who is known and respected by many who read this blog (including its author), had this to say in December 2010 about Malcolm’s book:

I came across an excellent [book criticizing modernist architecture] a couple of months ago:

Ver o post original 945 mais palavras

Ludwig Mies van der Rohe’s “The New Era” (1930)

março 20, 2018

Modernist Architecture

Translated from the German by Philip

Johnson.  From Mies van der Rohe.

(Museum of Modern Art.  New York, NY: 1947).

• • •

[Speech delivered at a Werkbund meeting in Vienna]

The new era is a fact: it exists, irrespective of our “yes” or “no.” Yet it is neither better nor worse than any other era.  It is pure datum, in itself without value content.  Therefore I will not try to define it or clarify its basic structure.

Let us not give undue importance to mechanization and standardization.

Let us accept changed economic and social conditions as a fact.

All these take their blind and fateful course.

One thing will be decisive: the way we assert ourselves in the face of circumstance.

Here the problems of the spirit begin.  The important question to ask is not “what” but “how.” What goods we produce or what tools we use are

Ver o post original 108 mais palavras